CANETAS EMAGRECEDORAS PODEM CHEGAR AO SUS COM ATÉ 90% DE DESCONTO
Queda nos preços e produção nacional ampliam possibilidade de acesso aos medicamentos pelo SUS.

O preço das chamadas canetas emagrecedoras caiu cerca de 70% nas farmácias em menos de um ano, segundo o Ministério da Saúde. Diante da redução dos valores e da ampliação da oferta de produtos, a pasta trabalha para avaliar a incorporação desses medicamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A estimativa inicial do Ministério da Saúde é de um investimento de aproximadamente R$ 1,5 bilhão por ano para ampliar o acesso gratuito aos medicamentos. A expectativa é que as compras em grande escala pelo sistema público, associadas à produção nacional, possam proporcionar uma redução de 80% a 90% nos preços de aquisição.
Segundo o Ministério da Saúde, medidas adotadas desde 2025 contribuíram para ampliar a concorrência e a oferta dos medicamentos. Entre elas estão ações relacionadas à patente, à produção nacional e ao registro de novos produtos no país.
Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontam que 16 novos produtos foram registrados somente em 2026, entre genéricos e similares. Pelo menos quatro desses medicamentos são produzidos no Brasil.
Com o aumento da oferta, o número de pessoas que utilizam canetas emagrecedoras passou de aproximadamente 400 mil para mais de 750 mil por mês, de acordo com dados da Anvisa.
AVALIAÇÃO PARA INCORPORAÇÃO AO SUS
O Ministério da Saúde apresentou à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) um pedido para avaliar os medicamentos. A comissão é responsável pela análise de novas tecnologias que podem ser incorporadas ao sistema público de saúde.
De acordo com o Ministério, a eventual incorporação deverá considerar o uso dos medicamentos dentro de uma estratégia mais ampla de cuidado da obesidade, associada a alimentação adequada, atividade física e outras ações de saúde.
A proposta também está relacionada às recomendações recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que defende o acesso ampliado às terapias baseadas em GLP-1 dentro de políticas abrangentes de prevenção e tratamento da obesidade.
Paralelamente, o Ministério da Saúde afirma ter ampliado ações de promoção da saúde por meio da Academia da Saúde. As atividades realizadas pelo programa passaram de 331,6 mil, em 2022, para 492,1 mil em 2025, crescimento de 48,5%.
A política prevê ainda 582 novos estabelecimentos credenciados em 448 municípios de todas as regiões do país, com investimentos de R$ 80,7 milhões.
A possível oferta das canetas emagrecedoras pelo SUS ainda depende da avaliação e dos procedimentos necessários para eventual incorporação ao sistema público.
Fonte: Ministério da Saúde
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